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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Protesto Online

Vivemos em uma era em que se fala muito em tecnologia e internet. Com toda a evolução do mundo é difícil evitar esse assunto.
A internet surgiu na década de 90, mostrando facilidade e rapidez em disseminar informações e conectar pessoas de qualquer lugar do mundo com apenas um click, despertando o interesse de muitas pessoas inclusive dos ativistas.
O movimento ativista é considerado um protesto passivo, de greve ou de desobediência civil ou até mesmo de franca militância ativa, como acontece em invasões de terrenos ou propriedades, motins e em caso extremo, o terrorismo e a guerra civil.
Com a explosão do advento da internet surgiu o Ciberativismo que se define em uma forma de ativismo realizado através de meios eletrônicos, como a informática e internet.
O Ciberativismo surgiu como uma alternativa aos meios de comunicação de massa tradicionais que permitiu driblar o monopólio da opinião pública.
Utilizando da internet os ativistas tinham mais liberdade para expressar suas opiniões e causar muito mais impacto, até porque com a rapidez na transmissão da informação, muito mais pessoas recebiam as mensagens ao mesmo tempo em um curto período.
Digamos que no “mundo real”, as formas de manifestações mais comuns, como exemplo as passeatas, abaixo assinados, petições e atos de vandalismos, podem também ser feitos através da Web, os sites podem ser invadidos e ter o seu conteúdo modificado ou então organizações de passeatas virtuais para boicotar algum site impedindo que seu conteúdo seja acessado por outras pessoas. Há inúmeras formas de praticar o Ciberativismo, além das citadas acima, há também abertura de fóruns de discussões sobre determinado assunto, pode-se, por exemplo, escrever e-mail para representantes políticos exigindo providências.
Diversos grupos, entre eles, o MST (Movimento Sem Terra) e o Greenpeace (Movimento Verde) apostaram na Web para promover campanhas, organizar passeatas, mobilizar a população em prol dos seus interesses e acima de tudo para chamar a atenção do governo para que se tome uma atitude em relação ao que se julga de interesse coletivo.
Alguns representantes políticos, como exemplo, o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fizeram da Internet , sua maior ferramenta para ganhar a eleição. Obama utilizou de e-mails, convites, pedidos de ajuda financeira, vídeos, material de campanha, doação online, site personalizável, loja virtual, dezenas de comunidades segmentadas, espaço para debates online, site mobile, BarackTV , notícias, newsletters entre outros e o resultado de tudo isso foi que Barack conquistou um verdadeiro exército de jovens eleitores todos empolgados e votar a favor de sua moderna campanha.
No Brasil essa idéia tem tudo para dar certo, atualmente temos quase 40 milhões de eleitores internautas e esse número vem crescendo a cada dia.

Apesar de todas essas facilidades devido o uso da Internet, a ação concreta esbarra em obstáculos, como exemplo a exclusão digital, embora o número de internautas brasileiros venha crescendo a cada ano, segundo pesquisas do Comitê Gestor de Internet no Brasil, realizada em 2006, constatou que apenas 14,5% dos domicílios brasileiros dispõem de internet. A mesma pesquisa aponta que 66,7% dos brasileiros nunca usaram a internet. O estudo revela também que apenas 19,6% têm computador. Mais da metade da população, 54,3%, nunca sequer usou um computador.
Hoje esses números já devem ter mudado, mas ainda temos que lutar para que haja a Inclusão Digital, assim todos podem ter acesso a essa maravilhosa ferramenta, que se usada com sabedoria pode trazer bons frutos para o futuro da civilização.

 Saiba mais : CIBERATIVISMO

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